Comer em São Paulo é tarefa fácil. A quantidade de opções de alimentos em um supermercado é impressionante e a cidade é conhecida como uma das capitais gastronômicas do mundo, com inúmeros restaurantes de preço variado. Mas você já parou para pensar que a maioria absoluta desses alimentos não é produzida por aqui? Alguns chegam a viajar mais de 3.000 km, como frutas com caroço (ameixa, pessego, nectarina), que também são produzidas no Brasil mas muitas vezes precisam vir do Chile para dar conta do abastecimento da cidade. É natural que a comida tenha que ser transportada para cá, já que é impossível cultivá-la na capital paulista – além de ter 11 milhões de habitantes, quase toda a cidade foi asfaltada.
O problema é que para abastecer São Paulo temos que fazer operações logísticas complexas e, muitas vezes, irracionais. O morango, por exemplo, é importado de diversas cidades brasileiras, da Califórnia, nos Estados Unidos, e de sete países Europeus para que não falte na cidade o ano inteiro. E, para a comida viajar tanto, ela recebe mais embalagens e mais agrotóxicos, que a conservem por mais tempo, além de emitir toneladas de CO2 pelo caminho.
Segundo o World Economic Forum, 57% das emissões geradas por transporte e logística de produtos no mundo vêm dos deslocamentos feitos por caminhões. Apesar de os aviões serem mais poluentes, os caminhões são usados em quantidade muito maior para esse fim. Os meios com menos impacto para realizar esses transporte seriam por vias marítimas ou sobre trilhos. Estima-se que o transporte de um produto seja responsável por de 5 a 15% de suas emissões de gases do efeito estufa. Dentro os produtos analisados pelo World Economic Forum, o transporte de comida, ao lado do de minerais, é o maior responsável pela emissão de CO2, um dos gases de efeito estufa.
Entenda neste infográfico qual o impacto mensal para suprir São Paulo com os alimentos presentes no Prato Feito – arroz, feijão, bife, salada, ovo e batata frita. Veja quanto cada um desses itens gera de CO2 por mês para abastecer a cidade e entenda quantas árvores seriam necessárias para neutralizar esse impacto.
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infográfico: Marco Vergotti/Marina Chevrand
Edgard Moreno
Em resposta à Kathia Fonseca. Não existe o jeito perfeito na visão da pegada ecológica quanto a emissão de CO2, pois desde quando nascemos emitimos CO2, mas existe o jeito mais sustentável que é plantar o que se come, tratar os resíduos que geramos, ter consumo consciente, plantar árvores, plantas, flores, gramas, bambus e tudo o que puder onde puder.
Publicado em 07.12.2010
Lucila
Em casa recebemos toda semana uma cesta de produtos orgânicos da ONG Sementes de Paz - Comércio Justo de Alimentos Ecológicos (sementes@sementesdepaz.org). Sei quanto pago a cada produtor e recebo os produtos da temporada: abacate no tempo de abacate, manga no tempo da manga, a assim vai. Em casa, reaprendemos a comer os frutos da terra no tempo natural. Comemos abóbora, jiló, pimenta cambuci e outras cositas deliciosas que não estavam mais em nosso cardápio. Simples, justo, saboroso e saudável.
Publicado em 18.01.2011
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Publicado em 10.01.2012
Cayden
Hats off to whoever wrote this up and pseotd it.
Publicado em 06.01.2012
oylrkcio
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Publicado em 07.01.2012
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Publicado em 07.01.2012
KATHIA FONSECA
DESSE JEITO FICA MAIS FACIL EMAGRECER!!! AO LER ESTA NOTICIA FIQUEI ATÉ COM SENTIMENTO DE CULPA POR COMER PF, OU QUALQUER OUTRA COMIDA AQUI EM SAMPA. QUERO A CIDADE PERFEITA, OU O JEITO PERFEITO DE ME ALIMENTAR SERÁ QUE EXISTE????
Publicado em 17.09.2010