Hoje, cerca de 50% da área de Santa Catarina é destinada à agropecuária e apenas 1,8% é urbanizada. Em termos econômicos, a agropecuária representa 8% do Produto Interno Bruto, enquanto o setor de bens, serviços e indústrias abocanham a fatia de 92% restantes, segundo dados da secretaria de planejamento do estado.
As mudanças climáticas impactam diretamente na agricultura, provocando grandes perdas para cada pequeno produtor. Mas os setores de bens e indústrias também sofrem com a questão. Enchentes, estiagens e tornados cada vez mais frequentes provocam a destruição de maquinários, gastos com reconstrução e a paralisação de atividades durante dias. Além disso, quando qualquer ponta é atingida, toda a cadeia produtiva fica desestabilizada. Aí, os prejuízos acontecem em efeito dominó.
Em 2008, o Porto de Itajaí, maior porto do estado, permaneceu fechado por três meses, deixando de movimentar diariamente R$ 35,5 milhões em exportação. Por conta do fechamento, a Perdigão ficou com 40% de sua produção em estoques e reduziu em 20% a produção de frangos, suínos e peru, em 2009. Os pecuaristas ficaram com um mercado reduzido. Isso significa um menor poder de compra e redução direta do lucros no setores de comércio e serviços.
A instabilidade frequente e a ausência de políticas públicas adequadas acaba tendo consequências: há quem mude de atividade produtiva, outros migram para outra regiões. O êxodo rural pode se intensificar. Com os prejuízos frequentes, os pequenos produtores vão recorrendo a cartas de crédito. Dívidas e a frustração com os prejuízos podem provocar um inchamento das cidades que não estão preparadas para receber essa população. Ou seja, em grande escala, o desequilíbrio do clima provoca uma mudança nas características demográficas e socioeconômicas do estado.
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Publicado em 09.01.2012
Carlee
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Publicado em 06.01.2012
Ignoffnaw
:)
Publicado em 26.03.2012