O preço do desequilíbrio

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Infográfico: Luciano Veronezi e Thiago Nunes

  

 

A justificativa dos defensores da mudança do Código Florestal é que os produtores precisam de mais terras – eles não podem se dar ao luxo de perder receita para preservar o ambiente. Mas perder as matas ciliares provavelmente vai acabar saindo mais caro.

"Isso soa como argumento ambientalista, mas, se você colocar no papel o gasto com fertilizantes, uréia e calcário que que os pequenos agricultores têm com a perda da qualidade do solo, vê que o rombo é grande”, afirma Miriam Prochnow, ambientalista e agricultora da Apremavi (Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida). 75% das espécies utilizadas na alimentação depende da polinização de insetos que só existem na mata ciliar. Desmatar diminui a produção.

Nos últimos dois anos, com as chuvas cada vez mais intensas, os agricultores têm sofrido grandes perdas que poderiam ser minimizadas se as produções não estivessem tão vulneráveis, na beira do rio. Nas áreas urbanas, a ocupação das matas ciliares não é menos prejudicial. Enchentes constantes, intensificadas pela impermeabilização e assoreamento dos rios, provocam não só a perda de bem material, quanto de vidas com afogamentos e demoronamentos.

Os cofres públicos também pagam pelo desequilíbrio e mau uso do solo. Por ano, 280 mil hectares de terra são perdidos por erosão – e esse monte de terra contribui para assorear os rios e causar enchentes. Só para a fatia de despesas com dragagem dos rios de Santa Catarina o Governo Federal destinou (em junho de 2010) R$ 525 milhões.

 

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Publicado em 10.01.2012

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Publicado em 09.01.2012

Deacon

That hits the target dead center! Great asnewr!

Publicado em 06.01.2012

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Publicado em 07.01.2012

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