Que São Paulo tem problemas, não é novidade.
O trânsito é horrível. Passa-se em média quase três horas no carro. Há enchentes e deslizamentos todos os anos. O ar é de péssima qualidade. O espaço público também.
O que pouca gente comenta é que todos esses problemas provavelmente vão aumentar com as mudanças climáticas que já estão afetando o mundo (a temperatura global já subiu 0,7 graus desde o início do século 20). Com elas, teremos mais eventos extremos de chuva – e, portanto, mais enchentes e deslizamentos e, consequentemente, engarrafamentos monstruosos. Teremos um ar mais seco e quente no inverno, o que vai aumentar a concentração de poluentes e as mortes por causa deles. Se tudo continuar do jeito que está, teremos mais gastos de saúde, mais desastres, mais desigualdade regional, mais problemas de infraestrutura, mais degradação do espaço urbano.
É esse o cenário pintado pelo relatório "Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo", recém divulgado por um grupo multidisciplinar de especialistas.
São Paulo, portanto, tem muito a perder com as mudanças climáticas.
Há duas coisas que a cidade pode fazer para melhorar a situação:
1. Ajudar a diminuir as emissões e, assim, retardar as mudanças climáticas. Nesse sentido, a colaboração da cidade é pequena. São Paulo não contribui com mais do que 2% das emissões brasileiras – que se concentram na Amazônia. Por outro lado, o consumidor paulistano em grande medida move a economia brasileira (inclusive incentivando o desmatamento na Amazônia). São Paulo, como todas as grandes metrópoles do mundo, tem um papel importantíssimo de mudar hábitos que influenciem o resto do país e mandar sinais para o Brasil inteiro de que é possível mudar.
2. Preparar-se para que as mudanças climáticas sejam menos desastrosas. Este é o assunto principal deste site: como podemos mudar a cidade para que a vida aqui melhore, em vez de piorar? Como atacar os problemas aparentemente eternos da cidade – trânsito, enchentes, poluição, deslizamentos, falta de lógica urbana – de maneira a reduzir os danos causados pelas mudanças no clima?
Os problemas são complexos e vão exigir mudanças profundas de mentalidade. Mas, felizmente, há saídas. Se colocarmos em prática algumas ideias ousadas, a cidade se tornará mais justa, agradável, racional, acessível – e, ao mesmo tempo, muito mais resiliente às mudanças climáticas.
É disso que este site trata: dos problemas que temos que enfrentar e dos caminhos que temos que trilhar para construir uma São Paulo diferente.
Se você leu até aqui, imaginamos que você liga para São Paulo. Gostaríamos então de pedir uma gentileza: que você tenha a paciência de gastar uma ou duas horas explorando este site, assistindo aos vídeos, folheando os ensaios fotográficos, estudando os infográficos. E que deixe suas ideias, suas impressões, suas sugestões nas áreas de comentários espalhadas pelo site. Nosso objetivo é ajudar a construir uma nova cultura, é propor uma nova lógica para se relacionar com a cidade. E o único jeito de fazer isso é divulgando ideias. Estamos pedindo a sua ajuda.
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Publicado em 08.01.2012
Gabrielle
Just cause it's spimle doesn't mean it's not super helpful.
Publicado em 05.01.2012
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Publicado em 05.01.2012
Rosilene Fernandes Cerri de Souza
A questão toda se concentra da falta de ética e transparência das instituições e de pessoas. Não fugindo do tema informo que fui vítima de um embuste realizado pela NET que ficou de me prestar um serviço oferecido pela mesma e por incompetencia técnica não conseguiu concretizar o contratado. Devido a esta falha, que envolve questões de portabilidade de telefone, esta empresa fez com que eu perdesse minha linha telefônica, que se encontra sob o poder a mesma e deliberadamente não devolve a portabilidade à Telefônica. Com isso estou a mais de quinze dias sem poder fazer uso do que é meu e que foi devidamente comprado junto à telefônica em 1994. Logo, como poderemos equacionar problemas que envolvem as questões ambientais se ainda temos instituições que se utilizam de tais tipos de expediente para ampliar seu leque de linhas telefônicas para prestar serviços? Como poderemos salvar o planeta se temos pessoas que atuam em instituições e agem conforme interesses unilaterais das mesmas? Como diminuir emissões para a tmosfera se ainda existem instituições e seres humanos de carater questionavel? Como podemos melhorar a cidade com tal nível de prestação de serviços? Penso que primeiros temos que estruturar e reconstruir o carater verdadeiramente humano para buscar resolver questões tal como a que acima descrevi, antes mesmo de tentarmos salvar ambientalmente o planeta.
Publicado em 01.05.2011