O sonho da água própria

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No sertão do Nordeste a população está espalhada. Como a atividade econômica é pouca, não surgiram muitas cidades grandes, e portanto não se concentrou a população. As famílias sertanejas vivem longe umas das outras, mais que tudo da subsistência, plantando pelo menos mandioca, tentando tirar um pouquinho que seja da terra. Os ciclos da natureza não ajudam. A chuva, suficiente para viver, cai toda num terço do ano e deixa o sol esturricar a terra no resto do tempo. Aí, às vezes, não chove. E tudo que se plantou morre.

Nesse lugar, uma visão comum pelas estradinhas é a de caminhões de água. Vimos vários. Muitos vereadores têm entre suas atividades uma espécie de serviço de “disk-água”: entregam para quem pede, garantem um voto em troca. Os caminhões-pipa, geralmente, carregam a água dos açudes para as casas dispersas (já que a dispersão torna inviável um sistema de água encanada para todo mundo).

Se a chuva é suficiente, mas concentrada demais, existe uma solução óbvia: que cada um guarde o excesso de chuva da sua propriedade para quando faltar. Isso não é uma ideia absolutamente nova, claro. Há décadas constrói-se cisternas no sertão, alimentadas por uma calha com a água que cai no telhado da casa. Mas são iniciativas dispersas e muitas vezes prejudicadas por deficiências no projeto (muitas cisternas vazavam, por exemplo).

Em 2003, uma rede de mais de 600 organizações da sociedade civil criou a Articulação do Semi-Árido, ou Asa, para, de maneira descentralizada, construir cisternas pelo sertão. Foi um sucesso. Hoje quem viaja por aquelas bandas vê cisternas em toda parte: há mais de 400 mil em todo o Nordeste e no sertão de Minas. Se você perguntar para as pessoas se elas gostam da cisterna, provavelmente vai ouvir elogios desbragados. “Foi um presente de Deus”, disse o agricultor José Macário dos Santos, chefe de uma família de oito, numa resposta típica. Como ele, 97% dos agraciados com a cisterna estão satisfeitos. Menos satisfeitos ficam alguns políticos tradicionais. Uns circulam por aí com seus caminhões-pipa, oferecendo para encher as cisternas. Assim o morador não tem que se preocupar com a manutenção e a colocação das calhas (e a chuva é desperdiçada).

Mais recentemente o projeto foi aperfeiçoado. Agora a proposta é dar duas cisternas para cada família: uma para o consumo, outra para um pomar-horta. Além de segurança hídrica, a família ganha segurança alimentar e financeira. O projeto também está se tornando mais abrangente, e passa a envolver o apoio à produção local, a gestão de águas, o desenvolvimento de tecnologias sociais. Privilegia-se espécies da caatinga, que não morrem nem quando há seca.  A Embrapa Semi-Árido, onde o professor Nilton de Brito trabalha (conheça-o no vídeo acima), está bastante envolvida nesse projeto. A instituição tem testado o desempenho dos diferentes tetos na coleta de água de chuva, projetado sistemas simples e baratos de irrigação por gotejamento e mantido pomares-laboratório.

 

Chirac

Os irmãozinhos do nordestes , coitadinhos, sem água , enquanto em Mato Grosso estão fazendo um concurso para quem queima mais árvores e nascentes. A umidade do ar chegou a menos de 10% pior do que a umidade do ar dos estados do nordeste . Não se preocupem irmãozinhos do nordeste . A umidade do ar aih no nordeste ainda eh melhor que a do Mato Grosso . Os matogrossenses estão querendo zerar a umidade do ar , neste concurso . Será que eles vão conseguir . Tem a torcida no Brasil que diz que eles matogrossenses vão conseguir chegar a zero a umidade do ar . São os chamados capa pretas , a torcida mais animada . E os verdes e vermelhos , que é a outra torcida acham que os matogrossenses vão ultrapassar e vir negativa a umidade do ar menos que zero grau . Vamos ver quem vai ganhar . Enquanto isto , os matogrossenses mostram que estão dispostos a colocar fogo no estado. Uauuuuu, isto éh magnifico ..... Vamos torcer para que dê tudo certo e que ninguem se machuque. né

Publicado em 30.08.2010

Conselheiro

O governo que anunciava com estardalhaço a construção de um gasoduto da Venezuela à Argentina não leva água pro nordeste porque não quer. Há uma manobra mais fácil e políticamente mais rentável: deixar essas pessoas rumarem para o sudeste em busca da sobrevivência. Lá, a busca por votos é cada vez mais uma briga de foice dada a enorme quantidade de candidatos, muitos deles oriundo do próprio nordeste. E assim está explicada a pauperização das grandes cidades, com especial crescimento nos últimos 40 anos. Temos hoje três nordestes: o rico, concentrado nas exuberantes capitais nordestinas, o pobre no sertão visitado pela reportagem e o miserável. Este último transferiu-se para o sudeste produzindo violência, ocupação urbana predatória, economia clandestina e degradação do meio ambiente. Esse é hoje, de longe, o maior problema brasileiro. Mas enquanto for tratado como oportunidade política e houver dinheiro para gastar nas favelas em troca de votos, jamais será resolvido.

Publicado em 30.08.2010

Marie

Muito apropriado o comentário de Conselheiro. Enquanto formos hipócritas em não assumir que esse "nordeste miserável" existe e é sim o maior problema das cidades do sudeste (lamentavelmente rumando agora também para o interior), mas estrategicamente pensado para ganhar votos eternamente, lógico!, o Brasil nunca, jamais, vai sair do 5º mundo onde se encontra.

Publicado em 30.08.2010

hIROITO

EH. Cada estado doido com a sua mania . Os estado do Sul do Brasil, resolveram fazer uma aposta entre si, quem cortaria mais árvores entre eles. Em primeiro Lugar ficou o Estado de Santa Catarina , que cortou tudo . Parabéns . Em segundo lugar ficou o estado do Paraná. Em kms e kms de plantação de soja , parece um mar de soja de virar o horizonte, não existe uma árvore . Nem passarinho . Cortaram tudo também . Arvore de lei , virou lenha . O estado do Paraná ficou em segundo lugar no concurso. E finalmente o estado do Rio Grande do Sul , onde tem a maior concentração de madeireiras ilegais da região Sul do Brasil. Os finalistas e os seus premios. 1º Lugar - Santa Catarina - Viva... parabéns , ganhou dois tufões, 5 inundaçoes, e 360 dias de chubas contantes . Agua eles vão ter a vontade. Em segundo lugar o Paraná ! Viva.... parabéns. Dá-lhe Paraná. Ganharam , 50 deslizamentos de terra de presente , troféus enchentes e desabamentos de casas . O Rio Grande do Sul ficou em terceiro e ultimo lugar . Ganhou o troféu destelhamento . Ficou em terceiro, porque não tinha mais o que desmatar , mas atingiu o maior numero de madeireiras, e porisso conquistou o terceiro lugar com méritos. Serrous milhões de metros cubicos de madeira . Parabéns a todos. Quixá, voces chegam ao Estado de Mato Grosso, que está dando inveja. Com 3% de umidade do ar , ele faz inveja no Sul .

Publicado em 30.08.2010

Chirac

Nós já estamos entrando em setembro, e em outubro eh o começo do mês das águas . Este ano , vamos ter que ajudar com colchões, capas de chuva, comida e barracas, além dos estado do Sul , também o estado do Mato Grosso. Espero que outro estado não siga o exemplo deste . Corta tudo que eh árvore e depois vem pedir solidariedade dos brasileiros. Solidariedade a gente dá. Mas tem que acabar com o mau exemplo e parar de cortar árvores e começar a plantar bastante árvores . coisa em torno de 5 bilhões de árvores e acaba com as enchentes . Porque assim não dá. todo ano a mesma coisa. Já estamos fazendo os pedidos para doações de alimentos e barracas , sombrinhas , guarda-chuvas e barracas para o estado de Santa Catarina.

Publicado em 30.08.2010

JULIANO

E o LULA que sempre diz que governa para os pobres e estes nordestinos o que são

Publicado em 31.08.2010

sebastiao carujo

A cisterna é suficiente, mas o problema foi bem lembrado pelo reporter, a questão é que elas tornaram-se reservatórios para água de caminhão pipa. Este fato é um desastre que se repete, as pessoas trocam a independendencia fornecida pela coleta da chuva pela facilidade do caminhão pipa. A verdade é que se tem que encontrar culturas viáveis economincamente no sertão e parar de incentivar a agricultura de subsistência a qual reproduz miséria.

Publicado em 31.08.2010

Norberto Aurich

Na verdade, no Nordeste há muitos rios, riachos e córregos temporários, nos quais poderiam ser construídas grandes, médias e pequenas barragens. Infelizmente, boa parte deles "corre" em terrenos nos quais abunda o sal, consequentemente tornando-os impróprios ao consumo, inclusive de animais, e utilização em lavouras. A solução seria utilizar dessalinizadores. Obviamente, o governo teria de investir em pesquisas, a fim de chegar a equipamentos de dessalinização mais baratos. Na minha região, vi uma dessas cisternas, dizem que com capacidade para recolher 80.000 litros de água. Se for apenas isso não dará para abastecimento da casa e irrigar a horta durante todo o ano. Mas os moradores afirmam que sim. Veremos. Estou aguardando as chuvas para ver o resultado.

Publicado em 31.08.2010

Santinho Neto

o preocupante disso tudo é que este tipo de notícia não é divulgado pela mídia. Por que será? O medo de ter os nordestinos de voltas pra casa não deixa as notícias chegarem ao sul/sudeste?

Publicado em 31.08.2010

Conselheiro

Certa vez um programa de televisão mostrou o lado mais cruel da seca nordestina. Uma missão americana percorria o interior da região ensinando os pequenos agricultores a encontrar água no subsolo. A idéia era que cada propriedade tivesse seu poço e um pequeno dessalinizador fornecido pelos missionários. Seria o fim dos caminhões-pipa e da água salobra imprópria para o consumo. Os louros branquelos de olhos azuis foram postos a correr à bala sem terem tempo de entender o que estava acontecendo. Sumiram dali e nunca mais voltaram. Aquilo é uma terra de ninguém. Ou melhor, de coronéis, jagunços, balas e ignorância crônica. Coisas do Brasil, o país dos números vistosos e realidade africana. Porém alguma coisa está mudando. Na localidade de Pendências-RN, as buscas por água no solo pedregoso e quente como uma frigideira acabaram dando em petróleo. Foi a salvação da lavoura, literalmente. Rios de dinheiro passaram a correr no sertão nordestino trazendo enfim a possibilidade de libertação do povo. O petróleo produziu um novo aspecto na multifacetada realidade daquela região. Alguns lugares jamais terão água de qualidade mas revelam especial vocação para a mineração. Pode surgir daí um novo nordeste, rico em minérios e ouro negro. A incógnita é o que será dos novos nordestinos. Migrarão para o sudeste para não morrer de sede? Ou ficarão ricos sem saber o que fazer com tanto dinheiro? Neste caso, melhor ir para São Paulo. A doutrina do consumo lhes ensinará a torrar seu dinheiro comprando um monte de coisas que não têm nem precisam. Conclusão: para o povo nordestino libertar-se da miséria é preciso também vencer a ignorância. Nem que tenha que acabar com os coronéis à bala.

Publicado em 31.08.2010

Conselheiro

A Sabesp estima o consumo diário de água em 150 litros/pessoa. Fazendo-se as contas, para uma família de 5 pessoas - pequena para os padrões locais - chega-se ao valor de 273.750 litros para 1 ano de consumo. Não dá para atravessar esse período com 80.000 litros na cisterna e rezando para a chuva não faltar no ano seguinte.

Publicado em 31.08.2010

André

Só para esclarecimento dos que criticam o Governo Federal em relação a política de acesso a água no Nordeste. Saibam que a iniciativa de construção de cisternas para consumo (beber, cozinhar e higiene bucal), e de cisternas de produção (para cultivo de hortaliças e fruteiras) elogiada no texto acima são quase que totalmente financiadas pelo Governo Federal por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Como diz o texto, já são mais de 400 mil cisternas contruídas no Nordeste Brasileiro, e a grande maioria delas no Governo Lula.

Publicado em 31.08.2010

Dora

Sr. Andre, Só para esclarecer melhor, cisternas já existiam desde 1980, até o apresentador Ratinho colaborava uma época para montar algumas no NE. Veja matéria abaixo para melhor elucidação. Se o Governo Federal realmente colocasse recursos, nem precisaria ter lançado o nefasto projeto da transposição do velho Chico, o valor a ser dispendido seria infinitamente em alguns milhões, menores que o lançado para a transposição. Indico acima o blog de onde foi copiado. Infelizmente continuo afirmando que ninguém consegue ter visão de 360º, para afirmar com certeza qq coisa sobre a face da Terra. Projeto de construção de cisternas atrasa no Nordeste O projeto que pretende construir um milhão de cisternas no Nordeste está andando a passos lentos. Sem recursos suficientes, as obras atrasaram. Saiba como está a situação no Ceará. Em vez de longas caminhadas, a dona de casa Maria Abreu da Silva agora da apenas alguns passos. A água que ela tanto precisa está no quintal de casa, armazenada na cisterna. "Quem não agradece a Deus por uma cisterna dessas? Foi muito bom para nos aqui na nossa comunidade", disse. A dona Maria mora na comunidade do Poço, em Canindé, sertão do Ceará, aonde as primeiras cisternas chegaram no ano passado. É uma tecnologia simples usada para armazenar água da chuva. Calhas recebem a água que cai no telhado e levam até o reservatório. Em períodos de estiagem prolongada a maioria das cisternas já não tem água da chuva do ano passado. Mesmo assim, elas fazem a diferença na vida das famílias do sertão. Hoje, servem para armazenar a água levada pelos carros-pipa e ajudam a diminuir o sofrimento causado pela seca. Antes, O aposentado José Gomes de Freitas sofria duas vezes: pela falta d'água em casa e pela falta de reservatórios para guardar a que era enviada pelo governo. “Estamos esperando o inverno. A gente tira essa água que é da pipa, deixa encher do inverno e ai a coisa melhora”, falou. No Brasil, as cisternas de placa começaram a ser construídas nos anos 80, com o apoio de organizações não-governamentais. Com bastante atuação no Nordeste, a ASA, Articulação no Semi-Árido Brasileiro, lançou o projeto para a construção de cisternas em 2003. Formada por várias entidades civis, como ONGs, associações de trabalhadores rurais, sindicatos e federações, a meta era construir um milhão de cisternas em cinco anos. Até hoje, o programa construiu 289 mil. “A grande dificuldade é a captação de recursos. A gente ainda não conseguiu captar recursos na velocidade que a gente acha necessário”, justificou Elzira Saraiva, coordenador da ASA. A ASA trabalha com doações de entidades e de pessoas físicas e com alguma ajuda dos governos Federal e estadual. O dinheiro arrecadado não é suficiente para capacitar trabalhadores e comprar material no ritmo previsto no início do projeto. Por isso, hoje a organização não estipula mais uma meta para o termino da construção de um milhão de cisternas. Enquanto isso, os moradores de uma comunidade em Canindé têm de buscar água longe de casa. O agricultor Libano Pinheiro dos Santos caminha muito para encontrar água e precisa fazer o percurso diariamente. Ele só conta com a ajuda do animal. Para a coordenadora do projeto, um dos principais problemas é a alta no preço do cimento.

Publicado em 31.08.2010

Caio Nogueira

É pena que a grande maioria das pessoas que aqui escrevem nem ao menos estiveram nessas áreas do Nordeste. Como bons paulistas, quando vão à região é em férias, e nunca se aventuram pelo sertão. Mas repetem os chavões (com raras exceções) e o discursos de sempre, produzidos pela mídia, igualmente desinformada. O sertão do Brazil é sim uma área muito castigada, não apenas pelas condições do clima, mas também por uma tradição política perversa. Mas o sertão mudou muito nos últimos 15 anos, com soluções inteligentes e baratas. Uma delas é o programa 1 milhão de cisternas, e a outra é o programa Bolsa Família. Incrivel ver o dinamismo que programas como o Bolsa Família tem trazido às economias locais e auto-estima das pessoas da região, pois comer é uma necessidade básica para a sobrevicência, e nem ao menos isso muitas dessas pessoas tinham. Apesar dos avanços, é preciso que aprofundemos essas políticas sociais, criando mais oportunidades de empregos e de sustentabilidade para a região. Uma visita a essas pessoas certamente esclareceria muitos dos equívocos que costumeiramente temos visto em fóruns como este.

Publicado em 31.08.2010

Santos

Só em São Paulo são 3 milhões de nordestinos, fora os descendentes. Se somarmos com Campinas e Baixada Santista certamente esse número beira os 5 milhões. Juntando com Rio e Baixada Fluminense provavelmente teremos mais gente aqui que no sertão nordestino. O resultado são metrópoles à beira do colapso inclusive de abastecimento de água. A razão é simples, qualquer estudante do ensino médio sabe: é muita gente concentrada em pouco espaço. A política de tratar a imigração como um mero 'direito de ir e vir' produziu o quadro de degradação urbana que aí está. Entretanto, no final de 2008 o governo brasileiro acolheu alguns refigiados palestinos através de acordo conduzido pelo Itamarati. Cerca de 300 famílias desembarcaram no Brasil recebendo não só apoio da embaixada e ajuda financeira mas sobretudo orientação de onde deveriam morar e recomeçar suas vidas. Pergunto: o que impede o governo de dar o mesmo tratamento ao nossos 'refugiados' orientando-os para que não venham para São Paulo, onde já não cabe mais ninguém? Que faz o governo que não cria um ministério só para cuidar desse assunto, o mais grave problema brasileirdo como foi dito acima? As favelas existem há mais de 50 anos e não há sinal evidente de que estão diminuindo apesar das inúmeras maquiagens eleitoreiras. Muito pelo contrário, só tem aumentado graças aos estímulos dos vários programas assitenciais como Minha Casa Minha Vida, PAC das favelas, CEU e outros do ministério das cidades. O Cingapura por exemplo, ilustra bem a dinâmica das favelas. Quando foram erguidos, o espaço deixado pelos barracos em volta dos prédios transformou-se em áeras verdes que algum tempo depois foram novamente ocupados por barracos. A política de tratar o problema pelos sintomas é inócua. O governo precisa criar fluxos migratórios na direção contrária fixando essas populações no nordeste onde sobra espaço para crescimento. São Paulo precisa diminuir de tamanho recebendo de volta as áreas verdes que foram ocupadas por barracos. Antes que a população morra sufocada.

Publicado em 31.08.2010

João

Hoje em dia muitas pessoas e comunidades na área rural do Semiárido estão descobrindo que é possível a conviver com o clima semiárido, coisa que é bem diferente de "sobreviver da seca". Para ver exemplos exitosos de resolver o problema da água no Semiárido pode também olhar os sites de organizações que trabalham na região: http://www.irpaa.org/modulo/noticias/agua http://www.asabrasil.org.br/

Publicado em 01.09.2010

nidia licia

Nordestino nem torneira de água potável,é por isso que temos que dar continuidade,garapa açúcar para saciar a fome imediata,ainda dizem que brasileiro é solidário,recursos para são desviados e nosso ordenamento jurídico impede que os mesmos sejam retornados em benefícios sociais,está impregnado nas mentes destes que sempre será assim,"a mão que dá amordaça a alma,e esquerda pliticamente correta aponta culpados a revista veja expressou a fala dos nordestios que estão a anos resignados ,os coronéis se apoderam das verbas destinadas ao social e nunca serão molestados e os culpados Estados unidos,Igreja católica e colonialismo,até quando...

Publicado em 07.09.2010

Chirac

Os governantes brasileiros, prefeitos, governadores , presidentes , ministros, juizes , são muitos inteligente . Assim que acabar a ultima gota de água , eles importam a água dos EUA e salvam a popualação brasileira (e os parentes deles e apaniguados , né ) ! Isto eh Brasil , sil, sil, varonil !!!!

Publicado em 10.09.2010

valdemar batista alcarde

A grande verdade é que a verba que será gasta no desvio do são francisco seria suficiente para construir todas as cisternas de concreto, de 80 mil litros, para atender a todos os necessitados do semiárido, ainda sobraria uns trocados para salvar o velho chico das agrssões que sofre. Mas um dos maiores problemas da região não foi abordado até o momento, nestes comentários:A IGNORANCIA. A maioria dos moradores dessas regiões são mantidos, cuidadosamente na mais absoluta ignorancia pelos politicos locais, visando trocar agua por voto. muitos desses pobres coitados não sabem nem siquer o que fazer com água que dispoem, na suas cisternas. E isso para que continuem dependentes de "favores" politicos. Tudo é feito para que as verbas de cunho social não cheguem á sua finalidade. Mas o pior de tudo é quando se nega a eles o conhecimento de novas técnicas de adaptabilidade às condições do clima.É perfeitamento possivel ter-se um bom padrão de vida alí, desde que se tenha conhecimento. Mas tudo lhes é negado pela politicalha que desejam tomar posse de suas terras quando, cansados se vão para "sun Paulo", tentar uma vida nova. Ali chegando inflam as favelas levando uma mais indigna ainda e revoltado-se ao ver que naquele lugar tem muita gente com "muito" e eles com nada.Dai, um passo para a violencia. Tão importante quanto a construção de milhares de cisternas de concreto (de 80.000ls e não de 16.0000) É LEVAR O CONHECIMENTO A ESSA GENTE TÃO SOFRIDA .

Publicado em 11.09.2010

Antonio Maria

Na verdade, como dizia aquele personagem da televisão é a ignorância que astravanca o pogréssio. E o preconceito que não deixa muita gente vencer esta ignorância. Como a do colega aí em cima que dita um bocado de considerações sobre uma realidade que ele não conhece. No que está acompanhado acima por uma porção de gente. O que vemos na realidade, andando pelo sertão, é a multiplicação de cisternas, construídas pelos próprios usuários, com tecnologia apropriada, gerando renda local e deixando o sertanejo independente do carro-pipa, ícone maior da indústria da seca. A água armazenada nesta cisternas é destinada ao consumo humano e preparação de alimentos, não entrando nesta conta a água destinada a banhos ou outras utilizações, mas deixa o sertanejo certo de que ao chegar em casa poderá matar a sua sede. Ao lado disso uma série de outra tecnologias simples e apropriadas estão sendo utilizadas, permitindo-lhe conviver com a seca produzindo seu alimento com segurança e sobrar um tantinho para levar à feira da cidade onde mora e melhorar a comida da população urbana, deixando um troquinho para o agricultor. Claro que é mais fácil falar este monte de asneiras que tem se falado aí em cima do que, em sua próxima viagem ao nordeste, largassem por um dia a praia e dessem um pulo no sertão para ver o que está acontecendo.

Publicado em 11.09.2010

Tasso

Nordeste é sinonimo de exploração da pobresa, reliogisade infantil e políticos corruptos, depois é o excesso de gente que faz filhos sem pode-los alimentar que fica nessa roda vida da mão pra boca, pois n~i]o existe estrutura fundiaria, nem apoio educacional básico, população semianalfabeta em sua grande maioria que serve apenas para fazer filhos e votar de de 2 em 2 anos e manter essa cambada corrupta. Temos um Sul, sudeste e centroeste com riqueza media e o norte nordeste como reserva de mão de obra escrava e barata, para manter esse país na rabeira da civilização, nas grandes cidades violencia e impunidade, nos sertoes fome, humilhação e corrupção, esse é o Brasil do Pré sal, do PAC, da Copa, da Olimpiada, do Trem Bala e toda essa imensa miseria intelectual e social que o brasileiro chafurda a décadas. Benvindo Dilma ao Brasil da Fantasia.

Publicado em 11.09.2010

Santos

Já fui contra a transposição do São Francisco. Como nordestino desconfiado de tudo que vem do governo, achava que só iria beneficiar os 'grandes'. Mas quem são os 'grandes'? São empresários da fruticultura, floricultura, da agricultura semi-extensiva, da mineração, da pecuária, das pequenas e inúmeras fábricas ou usinas. Tudo depende de água. Até grandes indústrias estão apenas esperando a água jorrar para migrarem para o nordeste em busca de salários menores, legislação mais frouxa e espaço. São eles que vão gerar emprego e renda, algo tão raro quanto água no sertão. A transposição é tão necessária quanto o programa de cisternas é mais importante para o nordeste que o trem-bala para o sudeste. A construção de aquedutos levando a água abundante dos rios maranhenses para o semi-árido também ajudaria bastante a vencer a guerra. Entretanto, o nordestino hoje migra por outras razões que não só a falta dágua. Ele quer que seus filhos tenham um futuro, digamos assim, 'melhor' seja lá o que for isso na cabeça do caboclo do sertão. Para isso precisa de dinheiro, coisa que tem muito em São Paulo. Lá chegando, no mínimo a sobrevivência será encontrada remexendo o lixo da cidade ou fazendo 'bico'. E foi assim que São Paulo inchou dobrando de tamanho nos últimos 50 anos.

Publicado em 11.09.2010

Humberto

Tantos comentários, com tanto preconceito que dá vontade de vomitar. Chamam os nordestinos do sertão, do semiárido, de ignorantes e os paulistas da capital escrevem errado com por exemplo, pobresa não é Tasso?, Sudeste com letra minúscula, benvindo, trem bala, pré sal, não é Santos? Estão esquecendo suas origens, quem construiu São Paulo, Brasília? Ignorantes são os paulistas que vivem desinformados pela mídia regionalista e não informam que o Nordeste exporta mais que o Paraguai, a Bolívia, o Equador, o Uruguai e dezenas de outros países; vivem desinformados e não sabem que o Nordeste é grande produtor de grãos como soja, mamona, produz cacau, manga, carne, maior rebanho de caprinos do Brasil, maior exportador brasileiro de uva e 2º maior produtor de vinho do Brasil e 1º em qualidade, produz navios, plataformas de petróleo, automóveis, fertilizantes, petroquímicos, mosca geneticamente modificada para utilização na agricultura. Pobreza tem em todo lugar, até nos EUA que segundo pesquisa um em cada sete norte-americanos é pobre, olhe sua janela e veja as favelas onde reina ignorância, violência, tráfico de drogas, analfabetismo tudo na região mais industrializada do Brasil, e não me venha com essa conversa de que são os nordestinos que construiram as favelas porque em BH não houve emigração do NE e tem favelas, idem RS. Se o Nordeste fosse um país, era autosuficiente economicamente. Problemas todos tem, até os EUA.

Publicado em 18.09.2010

Henrique Ferreira de Souza

Esta história é antiga e contuará para sempre, por que quanto mais miseráveis melhor para eleger os canalhas. Só os nordestinos que sofrem dia-dia sabem, eu sou um que estou a 39 anos em são paulo mas gostaria de ir sofrer mais um pouco, o que me impede é que no sítio que possuo no sertão da Bahia não tem luz e como hoje já passei dos 65 anos fica difícil, apesar de ser aposentado. Aqui peço que me ajude a divulgar a desatenção para com nosco que já são dois anos que pedimos a luz e a tal coelba não nos atende. A iluminação não está distante mas como não tenho força política na cidade, nunca vou ser atendido. pergunta: aonde está a luz para todos? estou falando da cidade de Santaluz-Ba lá se alguém pertense ao sistema político-local a luz vai a qual quer distância, como não meu caso vou ter que esperar para sempre. Talvez as autoridades maiores não saibam disto m,as é realidade em Santaluz me ajudem. .......

Publicado em 19.09.2010

Santos

A julgar pelo comentário do Humberto, o nordeste não precisa mais da ajuda de ninguém, dada a riqueza economica que possui. Quem pede socorro hoje é o sudeste com seus milhões barracos degradando as cidades e o colapso de abastecimento de água é uma ameaça real. Como foi dito em outro comentário, temos hoje três nordestes: o rico representado pelas capitais nordestinas e no comentário do Humberto, o pobre, no sertão visitado pela reportagem e o miserável nas cidades do sudeste produzindo violência, falência de serviços públicos e destruição do meio ambiente. Até que enfim o Brasil reduziu a desigualdade regional via pauperização do sudeste. Estamos todos nivelados por baixo.

Publicado em 19.09.2010

jose marcio moreira parente

Um povo necessitado, vivendo com muita dificuldade, na verdade subsistindo, é um alvo de manobra política muito exposto aos interesses políticos, os quais fazem promessas fabulosas, mirabolantes, especialmente nos períodos de caça aos votos, quando então todos são maravilhosos, santos, puros e angelicais. Uma vez encerrado o período de caça aos votos, os miseráveis vêem desaparecer todas as promessas dos amáveis políticos que juntamente com elas evaporam e só reaparecem em um novo período eleitoral. E assim continua a saga da miséria do nordeste brasileiro, um grande celeiro de votos para eleger representantes imprestáveis. O ideal, seria que as ações fossem reais e atendessem a todas as populações de micro agricultores, pois casos isolados, servem somente para propaganda enganosa. Se houvesse interesse político, o Nordeste do Brasil há muito tempo teria deixado de ser o retrato de fome e sofrimento.

Publicado em 20.09.2010

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